Ferramenta gratuita · PhD Santiago Paes
Já sabe o seu percentual de gordura? A calculadora mostra em que faixa ele está para a sua idade. Não sabe? Ela estima pela medida da cintura, com uma fita métrica, e mostra o que a cintura diz sobre o risco. Quem tem o somatório de 8 dobras medido por um profissional também pode usar.
Por PhD Santiago Paes, Prof. de Educação Física, Nutricionista e Psicólogo. Atualizado em 7 de outubro de 2026.
Em que faixa o seu percentual de gordura está para a sua idade, ou uma estimativa pela cintura ou pelo somatório de dobras.
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Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica ou nutricional individualizada. Percentual de gordura muito baixo, distorção de imagem ou histórico de transtorno alimentar pedem acompanhamento profissional, e não meta de número.
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Conhecer o RS7 →As tabelas de referência, construídas a partir do IMC por sexo e idade (Gallagher et al., 2000), colocam as mulheres em torno de 21% a 33% de gordura e os homens em torno de 8% a 20%, dos 20 aos 39 anos, com o teto subindo com a idade.
No consultório, eu trabalho com faixas por idade. Para homens: Até 25 anos, de 14% a 16%. De 26 a 35 anos, de 19% a 21%. De 36 a 45 anos, de 22% a 24%. Acima de 45 anos, de 24% a 25%.
Para mulheres, entre 25% e 30%. Em aula eu também uso faixas por idade: Até 25 anos, de 23% a 25%. De 26 a 35 anos, de 24% a 26%. De 36 a 45 anos, de 27% a 29%. Antes dos 45 anos, passar de 30% é o ponto em que costumo sugerir reduzir. A partir dos 45, uma média de 30%.
Abaixo disso existe a gordura essencial, a que o corpo precisa para funcionar: De 10% a 13% nas mulheres e de 2% a 5% nos homens.
Todo método de campo estima. A bioimpedância é popular e pode enganar: Num teste com 15 aparelhos, a diferença média para o método de referência foi de 3,5 pontos percentuais para menos até 11,7 para mais, conforme o aparelho (Siedler et al., 2023). A balança é razoável para acompanhar a tendência, e é ruim para responder qual é o seu percentual. O que eu uso no lugar é a circunferência, a foto, o somatório de dobras cutâneas e o desempenho.
Por isso, na opção “Sim, já sei”, vale usar sempre o mesmo método para comparar um número com o outro.
Dá para estimar com uma fita métrica, pela massa adiposa relativa, que usa a altura e a cintura (Woolcott e Bergman, 2018):
Existe uma variabilidade dos resultados por questões étnicas, então é uma estimativa aproximada. A própria circunferência abdominal já é o suficiente para falar de risco.
Em vez de jogar as dobras numa fórmula, dá para somar as 8 dobras em milímetros e ler o resultado em faixas. As 8 dobras são tríceps, subescapular, bíceps, crista ilíaca, supraespinhal, abdominal, coxa e panturrilha, as mesmas para homens e mulheres. É o que eu uso na minha prática: As fórmulas foram criadas a partir de populações específicas, e o somatório tira a necessidade de passar por elas.
As referências que eu uso para homens:
E para mulheres:
São referências de quem treina, e em parte delas o percentual veio da média de três equações, não de um exame. Quem mede é um profissional, sempre o mesmo, passando 3 vezes pelas 8 dobras. Para acompanhar a evolução, vale mais o próprio somatório em milímetros do que o percentual. E com sobrepeso eu nem faço percentual de gordura pela dobra: Vou pela perimetria e pela foto.
Acima de 88 cm nas mulheres e de 102 cm nos homens, a cintura já indica risco. A relação entre a cintura e a altura também ajuda: Numa meta-análise, ela identificou o risco cardiometabólico melhor do que a cintura e o IMC (Ashwell et al., 2012). Uma referência prática é ficar abaixo de 0,5, ou seja, a cintura menor do que a metade da altura.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica ou nutricional individualizada. Percentual de gordura muito baixo, distorção de imagem ou histórico de transtorno alimentar pedem acompanhamento profissional, e não meta de número.