Dormir mal engorda? O que o sono muda no peso

Despertador analógico antigo de dois sinos, com o metal riscado pelo uso e o mostrador liso, sobre uma mesa de madeira clara, na luz quente da primeira hora da manhã vinda de uma janela à esquerda
Neste artigo

“Dormir mal engorda” é pergunta de quem já arrumou a dieta, já arrumou o treino e continua travado. E é boa pergunta, porque a resposta corrente erra na causa.

A explicação que circula é que a noite mal dormida deixa o metabolismo mais lento, e você queima menos. Os dados não sustentam isso como a explicação principal, e também não fecham a porta: O lado do gasto está em disputa entre os próprios estudos. O que eles medem com firmeza é o outro lado: O quanto você come.

Dormir mal engorda mesmo?

Quem dorme pouco tem mais obesidade, e isso aparece no mundo inteiro. Uma meta-análise agrupou 30 estudos, que deram 36 amostras populacionais e 634.511 participantes de 2 a 102 anos, dos quais 604.509 adultos (Cappuccio et al., 2008). Em adultos, a chance de obesidade de quem dormia pouco, que na maioria desses estudos quer dizer menos de 5 horas por noite, foi 1,55 vez a de quem não dormia pouco, com intervalo de 1,43 a 1,68. Em crianças, com o corte em menos de 10 horas, foi 1,89, com intervalo de 1,46 a 2,43. E a conta por hora, nos adultos, deu 0,35 unidade de IMC para cada hora de sono a menos, com intervalo de 0,12 a 0,57, mas essa última sai de um pedaço bem menor da base, 7 estudos e 16.509 adultos.

Agora a parte que a manchete corta, e que está na conclusão do artigo. Os autores escrevem que a base agrupada é transversal, que falta controle de fatores de confusão importantes e que a evidência de sequência temporal nos estudos prospectivos é inconsistente. Em português claro: Eles mostram que as duas coisas andam juntas, não que uma causou a outra. Quem dorme mal pode estar engordando por causa do sono, pode estar dormindo mal porque engordou, ou as duas coisas podem ter a mesma terceira causa.

Esse número, sozinho, não responde à pergunta. Quem chega mais perto são os estudos em que alguém mexeu no sono de propósito.

Por que dormir mal dá mais fome e mais vontade de doce?

Em aula eu ensino assim: A privação de sono eleva a grelina e os hormônios de fome, para tentar fazer a pessoa aumentar o consumo, principalmente de doce. E eu repito que quanto menor a quantidade de sono, mais vontade de comer doce e mais fome.

O trabalho clássico disso é pequeno e bem controlado. Doze homens saudáveis, com idade média de 22 anos, passaram, em ordem sorteada, dois dias com 4 horas na cama e dois dias com 10 horas, com a atividade física controlada e recebendo as calorias só por infusão de glicose na veia (Spiegel et al., 2004). Na restrição, a leptina, que sinaliza saciedade, caiu 18%. A grelina, que sinaliza fome, subiu 28%. A fome relatada subiu 24% e o apetite 23%, e o aumento se concentrou justamente nos alimentos de alta densidade calórica ricos em carboidrato.

Duas ressalvas. A primeira é dos próprios autores: São 12 homens jovens, e o estudo não mediu gasto energético. A segunda é minha. Quando uma meta-análise juntou 11 estudos de intervenção, com 172 pessoas, e mediu o que elas de fato comeram, a diferença de ingestão entre a condição de sono encurtado e a de controle foi de 385 quilocalorias, com intervalo de 252 a 517, mas veio na forma de mais gordura e menos proteína, sem efeito sobre o carboidrato (Al Khatib et al., 2017).

Isso não é contradição, são desfechos diferentes, e vale dizer os dois com a palavra de cada fonte. O que o Spiegel mediu foi vontade declarada, e ela subiu para alimentos de alta densidade calórica ricos em carboidrato, que é categoria mais larga do que só o doce. O que o Al Khatib mediu foi o que a pessoa comeu, e ali o carboidrato não se mexeu: O excedente veio como gordura. Quem guarda só o primeiro passa a semana vigiando o açúcar e não olha o resto.

E tem um achado dessa mesma meta-análise que desloca a atenção: Nos estudos que ela reuniu não houve mudança significativa no gasto energético total nem na taxa metabólica de repouso. Guarde o “nos estudos que ela reuniu”: Mais adiante outro artigo deste post contraria a parte da taxa de repouso. No gasto total, nem o efeito agrupado dela nem o ensaio de vida real que vem adiante acharam mudança significativa. O que não se desmente é o lado da ingestão, e ele conversa com o que eu já escrevi sobre metabolismo lento.

Quantas calorias a mais eu como quando durmo pouco?

Existe um ensaio que interessa aqui porque saiu do laboratório. Oitenta e um adultos de 21 a 40 anos, com sobrepeso, que dormiam habitualmente menos de 6,5 horas por noite, foram sorteados em dois grupos, e os 80 que cumpriam os critérios entraram na análise por intenção de tratar (Tasali et al., 2022). Um recebeu uma conversa individual de orientação, com a meta de estender o tempo na cama para 8,5 horas. O outro seguiu a rotina de sempre. Ninguém recebeu dieta nem prescrição de exercício. O sono foi acompanhado por actigrafia e a ingestão não saiu de diário alimentar: Veio da soma do gasto total, medido por água duplamente marcada, com a variação das reservas de energia.

O grupo que estendeu o sono ganhou cerca de 1,2 hora de sono por noite a mais que o controle. Na ingestão, a comparação que vale é entre as variações de cada grupo: A desse grupo caiu cerca de 155 quilocalorias por dia em relação à quinzena anterior, a do controle subiu cerca de 115, e a diferença entre as duas é de 270, com intervalo de 147 a 393. O gasto energético total não mudou de forma significativa. E a regressão do estudo dá o número por hora: Cada hora a mais de sono veio com cerca de 162 quilocalorias a menos por dia, com intervalo de 78 a 247.

Em aula eu cito um número próximo, de 150 quilocalorias por hora de sono perdida. O número da regressão do ensaio é 162, com intervalo largo. É a mesma ordem de grandeza, e eu prefiro dar o intervalo a dar o número redondo.

Sobre o peso, é preciso ler com cuidado, porque o resumo engana. Na quinzena de sono estendido a balança do grupo ficou praticamente parada, com 0,03 kg a menos, depois de uma quinzena anterior em que ele vinha ganhando 0,45 kg. É essa virada que os autores registram como redução de 0,48 kg em relação à linha de base, com intervalo de 0,11 a 0,85. No controle a conta correu para o outro lado: Ele saiu de uma quinzena praticamente parada, com 0,04 kg a menos, para um ganho de 0,35 kg na quinzena seguinte, o que os autores registram como ganho de 0,39 kg em relação à linha de base, com intervalo de 0,02 a 0,76. Os 0,87 kg que aparecem no artigo como resultado são a diferença entre essas duas contas, e não o quanto alguém emagreceu. E os próprios autores lembram que, num ensaio com grupos sorteados, o que vale é a comparação entre os grupos, não o teste de cada grupo contra o próprio começo. E dessa diferença, 0,62 kg foi de massa livre de gordura e só 0,25 kg de massa de gordura. Eles também avisam que o aumento de ingestão e de peso do grupo controle pode ter contribuído para o efeito, que os critérios de inclusão eram seletivos, com insônia e apneia do sono excluídas, e que o estudo não responde por quanto tempo aquilo se sustenta.

Quadro em escala de cinza intitulado O que o sono muda, e o que não muda, no peso, com quatro dados sobre sono, fome e emagrecimento. Primeiro: Adultos que dormem pouco, que na maioria desses estudos quer dizer menos de 5 horas por noite, tiveram 1,55 vez a chance de obesidade dos que não dormem pouco, com intervalo de 1,43 a 1,68, e em crianças, com o corte em menos de 10 horas, o valor foi 1,89, com intervalo de 1,46 a 2,43, numa meta-análise com 30 estudos agrupados, 36 amostras populacionais e 634.511 participantes de 2 a 102 anos, sendo 604.509 adultos, sendo que a base agrupada é transversal e os próprios autores escrevem que falta controle de fatores de confusão e que a evidência de sequência temporal nos estudos prospectivos é inconsistente, ou seja, mostram que as duas coisas andam juntas e não que uma causou a outra, segundo Cappuccio e colaboradores, 2008. Segundo: A diferença de ingestão entre a condição de sono encurtado e a de controle foi de 385 quilocalorias, com intervalo de 252 a 517, em meta-análise de 11 estudos de intervenção com 172 pessoas, e nos estudos que ela reuniu não houve mudança significativa no gasto energético total nem na taxa metabólica de repouso, com o excedente vindo como mais gordura e menos proteína, sem efeito sobre o carboidrato, embora o quarto item mostre um estudo que discorda dela na taxa metabólica de repouso, segundo Al Khatib e colaboradores, 2017. Terceiro: Na comparação entre os grupos, quem estendeu o sono ganhou cerca de 1,2 hora de sono por noite a mais que o controle, e a ingestão dele caiu cerca de 155 quilocalorias por dia enquanto a do controle subiu cerca de 115, uma diferença de 270 entre as duas variações, com intervalo de 147 a 393, e numa regressão à parte cada hora a mais de sono veio com cerca de 162 quilocalorias a menos, com intervalo de 78 a 247, num ensaio randomizado de 2 semanas feito em casa com 80 adultos de 21 a 40 anos com sobrepeso que dormiam menos de 6,5 horas, sem dieta nem prescrição de exercício, com a ingestão calculada pela soma do gasto, medido por água duplamente marcada, com a variação das reservas, e sem mudança significativa no gasto total, sendo que os critérios de inclusão eram seletivos, com insônia e apneia do sono excluídas, e os autores registram que o aumento de ingestão e de peso do grupo controle pode ter contribuído para o efeito, segundo Tasali e colaboradores, 2022. Quarto: A fração do peso perdido que foi gordura ficou em 56% com 8,5 horas de oportunidade de sono contra 25% com 5,5 horas, nos mesmos 14 dias de restrição calórica em centro de pesquisa, com sono efetivo de 7 horas e 25 minutos e de 5 horas e 14 minutos, e o peso total perdido não se separou entre as duas condições, 2,9 e 3,0 quilos, com perda de massa livre de gordura de 1,5 contra 2,4 quilos, sendo que aqui o gasto se mexeu, porque a taxa metabólica de repouso terminou em 1.391 quilocalorias por dia na condição de 5,5 horas, contra 1.505 na de 8,5 horas, medida em nove das dez pessoas, queda maior do que a perda de massa explicaria, e os autores dizem que não conseguiram resolver o gasto total por falta de poder, em 10 adultos com sobrepeso, num desenho que limitou a duração e o tamanho da amostra, segundo Nedeltcheva e colaboradores, 2010. No rodapé, o aviso de que todos os valores são resultados de grupos em estudos, com variação grande entre pessoas, de que nenhum deles é previsão para um indivíduo, de que o primeiro item é associação e não causa, de que os outros três vêm de estudos em que o sono foi manipulado de propósito e todos eles mexeram na quantidade de sono, sem que nenhum deles tenha testado horário de dormir com o mesmo total de horas, de que o lado da ingestão como desfecho aparece no segundo e no terceiro, porque no quarto a dieta era prescrita nas duas condições e a ingestão medida ficou igual, enquanto o lado do gasto não está fechado, porque nenhum achou mudança no gasto total e o quarto achou queda no gasto de repouso, e de que os dois últimos duraram 2 semanas cada um, com apenas 10 pessoas no último
Figura 1. O que o sono muda, e o que não muda, no peso. Fonte: Elaborado por PAES, 2026, com dados de Cappuccio et al., 2008; Al Khatib et al., 2017; Tasali et al., 2022; e Nedeltcheva et al., 2010.

Dormir mal atrapalha a dieta?

Dez adultos com sobrepeso, na faixa dos 35 aos 49 anos, fizeram duas vezes o mesmo protocolo num centro de pesquisa, com toda a comida pesada e o sono monitorado: 14 dias de restrição calórica moderada, uma vez com oportunidade de 8,5 horas de sono e outra com 5,5 horas (Nedeltcheva et al., 2010).

A perda de peso não se separou entre as duas condições: 2,9 kg dormindo mais e 3,0 kg dormindo menos. A balança não viu diferença.

A composição viu toda a diferença. Com 8,5 horas de oportunidade de sono, que deram 7 horas e 25 minutos dormidos em média, 56% do peso perdido foi gordura. Com 5,5 horas de oportunidade, que deram 5 horas e 14 minutos, 25%. Em quilos, foram 1,4 kg de gordura contra 0,6 kg. E a perda de massa livre de gordura foi de 1,5 kg contra 2,4 kg. Quem dormiu menos perdeu quase o mesmo peso, e perdeu mais daquilo que não queria perder.

Os autores registram o limite no próprio resumo: A natureza do estudo limitou a duração e o tamanho da amostra. São dez pessoas e duas semanas, e eu não apresento isso como estudo definitivo. A distinção entre peso e massa magra é o que está em jogo aqui.

E é nesse mesmo estudo que o lado do gasto aparece. A taxa metabólica de repouso terminou em 1.391 quilocalorias por dia na condição de sono curto, contra 1.505 na de sono longo, em nove pessoas, e os autores registram que essa queda foi maior do que a perda de gordura e de massa magra explicaria sozinha. O gasto total, medido por água duplamente marcada, não mostrou diferença, e eles mesmos avisam que não dá para tirar conclusão disso: O desvio padrão observado foi de 340 quilocalorias por dia, contra os 140 em que o cálculo de poder se baseou. O que eles escrevem na discussão é que o intervalo de confiança do gasto total ainda inclui as cerca de 400 quilocalorias por dia que explicariam a diferença na composição do peso perdido.

Dormir tarde engorda, ou o que conta é o total de horas?

Começo pelo que esses estudos não respondem. Os que mexeram no sono mexeram na quantidade, e nenhum deles isolou o horário. Nenhum dos estudos que eu cito aqui sorteou um grupo para dormir cedo e outro para dormir tarde com o mesmo total de horas. Ensaios assim existem, e eu não vou fingir que não: Não é essa a literatura que eu revisei para este post, e por isso eu não traço número a partir dela. Então eu não tenho como dizer, com esses dados, que o relógio sozinho engorda.

O que eu tenho é o que ensino sobre organização, e o que eu ensino é constância: É mais importante dormir nos mesmos horários do que acordar nos mesmos horários. E tem a parte prática: Quem fica mais horas acordado fica mais horas perto da comida, e sobre isso eu já escrevi em comer à noite engorda.

Quantas horas de sono para emagrecer?

A faixa que eu dou em aula é de 7 a 9 horas, com uma ressalva junto: O tempo não basta, é preciso estar em sono profundo. Na consulta a pergunta é mais direta. Tem dormido adequadamente? Tem mantido pelo menos 8 horas de sono? Tem respeitado a janela da cafeína?

A última pergunta tem um dado bonito atrás. Doze adultos que dormiam bem tomaram 400 miligramas de cafeína em casa, em três horários diferentes, na hora de deitar, 3 horas antes e 6 horas antes, comparados com placebo (Drake et al., 2013). São 400 miligramas, e a conta que eu dou em aula é de cerca de 80 miligramas por xícara de café coado. Nos três horários o tempo total de sono medido pelo monitor caiu entre 1,1 e 1,2 hora. O contraste é o que interessa: No diário preenchido pelos próprios participantes, a dose tomada 6 horas antes apareceu como perda de 41 minutos, e nem alcançou significância. É mais de uma hora medida contra 41 minutos percebidos, e os autores lembram que, com doze pessoas, o autorrelato pode simplesmente não ter tido poder para detectar a diferença.

E aqui eu delimito o escopo. Organizar o sono é assunto maior do que cabe num post, e insônia, ronco alto ou sonolência durante o dia são caso de avaliação, não de ajuste por conta própria. O que está no meu escopo é a outra ponta, a da comida. A decisão que mexe nela não é de força de vontade às 20 horas. É de logística de manhã.

Em aula eu descrevo essa cena assim. A pessoa chega em casa às 19, 20 horas, com muita fome, pensa que precisa preparar alguma coisa agora, se sente cansada demais, e pede um lanche. Se ela já tivesse algo à disposição, algo prático de fazer, talvez conseguisse, de alguma maneira, um lanche rápido e com bom aporte de nutriente. O cansaço não muda só a fome: Muda também a distância entre você e a comida que você já decidiu comer.

Resumo prático

  • Quem dorme pouco tem mais obesidade nos levantamentos populacionais, com 1,55 vez a chance de quem não dorme pouco, em adultos, mas os próprios autores dizem que a base agrupada é transversal e que não dá para concluir causa a partir dela.
  • Nos dois estudos em que a ingestão foi o desfecho, ela se mexeu em sentido contrário ao do sono: Subiu quando o sono encurtou e caiu quando o sono foi estendido. No estudo de dieta a comida era prescrita nas duas condições, e a ingestão medida ficou quase igual, 1.447 contra 1.450 quilocalorias por dia. O gasto total não mudou de forma significativa na meta-análise nem no ensaio de vida real, mas no estudo de dieta a taxa de repouso ficou em 1.391 quilocalorias por dia com 5,5 horas de oportunidade de sono, contra 1.505 com 8,5 horas. O lado do gasto não está fechado.
  • Na comparação entre os grupos, quem estendeu o sono ganhou cerca de 1,2 hora de sono por noite a mais que o controle, e a diferença entre as variações de ingestão dos dois grupos foi de 270 quilocalorias por dia. Numa regressão à parte, cada hora a mais de sono veio com cerca de 162 quilocalorias a menos, com intervalo de 78 a 247. Em aula eu cito um número próximo, de 150.
  • A vontade declarada subiu para alimentos de alta densidade calórica ricos em carboidrato, mas o que entrou a mais, quando mediram a ingestão, foi gordura, com menos proteína. Vigiar só o açúcar não cobre o problema.
  • Com déficit calórico e sono curto, a balança quase não distingue e a composição piora: 56% do peso perdido foi gordura com 8,5 horas de oportunidade de sono, contra 25% com 5,5 horas, em dez pessoas e duas semanas.
  • Nenhum desses estudos testou horário de dormir com o mesmo total de horas. O que eu ensino sobre horário é constância, não relógio certo.
  • Cafeína tem janela: 400 miligramas reduziram entre 1,1 e 1,2 hora de sono medido em doze pessoas, inclusive quando tomados 6 horas antes de deitar.

Voltando à pergunta do começo: Dormir mal empurra o balanço de energia para o lado de engordar, e a parte medida com mais firmeza é o quanto você come. O lado do gasto ainda está em disputa dentro dos próprios estudos, e quem garante que o metabolismo não tem nada a ver com isso está indo além do que existe. O que está medido, e aponta sempre para o mesmo lado, é você mais faminto e com a vontade puxando para o lado errado. Isso muda o alvo: O que tem de ficar mais fácil é a comida.

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Referências

  • Cappuccio FP, Taggart FM, Kandala NB, et al. Meta-analysis of short sleep duration and obesity in children and adults. Sleep, 2008. Ver no PubMed
  • Spiegel K, Tasali E, Penev P, Van Cauter E. Brief communication: Sleep curtailment in healthy young men is associated with decreased leptin levels, elevated ghrelin levels, and increased hunger and appetite. Annals of Internal Medicine, 2004. Ver no PubMed
  • Al Khatib HK, Harding SV, Darzi J, Pot GK. The effects of partial sleep deprivation on energy balance: a systematic review and meta-analysis. European Journal of Clinical Nutrition, 2017. Ver no PubMed
  • Tasali E, Wroblewski K, Kahn E, Kilkus J, Schoeller DA. Effect of Sleep Extension on Objectively Assessed Energy Intake Among Adults With Overweight in Real-life Settings: A Randomized Clinical Trial. JAMA Internal Medicine, 2022. Ver no PubMed
  • Nedeltcheva AV, Kilkus JM, Imperial J, Schoeller DA, Penev PD. Insufficient sleep undermines dietary efforts to reduce adiposity. Annals of Internal Medicine, 2010. Ver no PubMed
  • Drake C, Roehrs T, Shambroom J, Roth T. Caffeine effects on sleep taken 0, 3, or 6 hours before going to bed. Journal of Clinical Sleep Medicine, 2013. Ver no PubMed

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