Para indivíduos com sobrepeso e obesidade (IMC ≥ 27). Estima o risco de 18 complicações da obesidade em 10 anos a partir de 20 marcadores, indo além do IMC. Modelo OBSCORE (Nature Medicine, 2026).
Preencha os campos. O resultado aparece na hora, ao lado.
Cada valor é o risco acumulado em 10 anos (ex.: 5% = cerca de 5 em 100 pessoas com este perfil). O selo Q1 a Q5 é o grupo de risco, de 1 (menor) a 5 (maior). Passe o mouse no nome para ver o que é.
Eu repito isso nas aulas: o IMC é uma boa medida, mas não pode ser analisado isoladamente. Sozinho, ele pode mascarar quem tem muita musculatura e não conta a história toda. Por isso eu valorizo tanto a circunferência abdominal: a gordura visceral concentrada no abdômen se relaciona com a resistência à insulina e prediz risco cardiometabólico melhor do que o IMC isolado. Mulher acima de 88 cm e homem acima de 102 cm já estão caminhando para a síndrome metabólica.
Essa ferramenta vai exatamente nessa direção: ela olha além do IMC. Usa a relação cintura/estatura, a HbA1c (que mostra o controle glicêmico dos últimos 3 meses), o perfil lipídico e marcadores de fígado e rim para estimar o risco. E os desfechos que ela calcula são os mesmos que eu desenho na lousa: diabetes tipo 2, hipertensão, doença renal crônica, esteatose hepática e apneia do sono. Lembra do ciclo que eu explico: o excesso de peso leva à apneia, a apneia piora o sono e ativa o simpático, e isso ainda potencializa a hipertensão.
Use como uma ferramenta a mais, do mesmo jeito que eu ensino: nunca uma medida só, sempre o conjunto, sempre olhando o indivíduo na sua frente.
Demircan K, Carrasco-Zanini J, Williamson A, et al. Data-driven prioritization of high-risk individuals for weight loss interventions (modelo OBSCORE). Nature Medicine, 2026. DOI 10.1038/s41591-026-04353-2. Coorte de ~200.000 indivíduos com IMC > 27 (UK Biobank), validado em EPIC e no ensaio SURMOUNT-1 (tirzepatida).
Dois pacientes com o mesmo IMC podem ter riscos muito diferentes. O OBSCORE prevê as complicações melhor do que IMC + idade + sexo: por exemplo, mortalidade cardiovascular com C-index 0,81 (OBSCORE) vs 0,76 (IMC+idade+sexo).
| Marcador | Entrada | Transform. | Média | DP | Unid. modelo |
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Ferramenta educacional: não é dispositivo clínico validado e não substitui avaliação individual. Coeficientes, padronização (médias/DP e transformações) e incidências por quintil são reais, extraídos das tabelas suplementares do artigo. A única aproximação é o mapeamento do escore para percentil/quintil: a distribuição do escore na coorte é estimada por Monte Carlo assumindo independência entre as variáveis (a matriz de covariância não é publicada), com prevalências de referência para as binárias. Por isso o quintil exibido é uma estimativa do grupo de risco, não o output exato calibrado na coorte original.